RECURSOS MARINHOS

A pesca | A aquacultura | A energia | Os minerais | O turismo | A água potável

A Pesca 

A pesca e a aquacultura produzem cerca de 100 milhões de toneladas de peixe por ano.

Cerca de 140 milhões de pessoas dependem directa ou indirectamente da pesca para viver. 

A fauna marinha constitui uma importante fonte de proteínas na nossa alimentação. Em Portugal 24% das proteínas animais provêm da pesca.

O excesso de pesca em muitas áreas do Globo, tem vindo a diminuir a quantidade de pescado disponível nos oceanos. Estima-se que 25% das espécies capturadas estão sobreexploradas.

 

Principais áreas de pesca no mundo

Fonte: FAO

A Aquacultura 

A aquacultura, designa o conjunto de actividades respeitantes à cultura de animais e vegetais aquáticos (camarões, ostras, caranguejos, salmões, algas marinhas).

A aquacultura produz cerca de 40 milhões de toneladas de produtos piscícolas em todo o mundo.

Este sector tenderá a evoluir no sentido de ser responsável por uma parcela, cada vez mais significativa, em termos de produção e consumo de produtos piscícolas, quer a nível nacional, que a nível mundial.

 

Fonte: Plátano (1)

A Energia 

Os oceanos do mundo podem constituir a solução para as crescentes necessidades energéticas mundiais, quer através da exploração de energias renováveis, quer das não renováveis.

Grande parte das reservas potenciais de hidrocarbonatos (petróleo e gás natural) encontram-se  nas plataformas continentais e nos fundos oceânicos. Com o desenvolvimento e aplicação de novas técnicas de exploração marinha, será possível, num futuro próximo, aumentar a quantidade de combustíveis explorados nos oceanos .

Existem mais 6000 explorações marinhas de gás e petróleo no mundo, 4000 no Golfo do México, 950 na Ásia, 700 no Médio Oriente e 400 na Europa. 

Das energias renováveis destacam-se : a energia de biomassa marinha, a energia de conversão térmica, a energia das ondas, a energia das marés, a energia da salinidade da água e a energia eólica no mar

 

Fonte: Plátano (1)

 

Os minerais 

Para além do petróleo e do gás natural,  o subsolo marinho é extremamente rico em minerais inexplorados que estão concentrados em nódulos polimetálicos (manganés, cobre, níquel, cobalto, zinco).

Estima-se que só no leito do Pacífico, existam cerca de 1500 biliões de toneladas destes nódulos.

A exploração destes recursos, está, no entanto, condicionada pela sua localização (fora do domínio dos estados) e pela capacidade tecnológica necessária para a recolha dos referidos nódulos. 

Para já, e para além dos recursos energéticos, a exploração dos fundos marinhos limita-se à recolha de areia e gravilha, a pouca  profundidade.

A própria água do mar contém importantes quantidades de minerais, nomeadamente o cloro, o sódio e o magnésio (19,  10,5 e 1,3 quilos por metro cúbico respectivamente). 

 

 

Fonte: Plátano (1)

 

O Turismo

O turismo é, cada vez mais, uma importante fonte de rendimento para os países costeiros.

Estima-se que no Pacífico esta actividade contribua com cerca de 25% das exportações, subindo este valor para 35% nas ilhas das Caraíbas.

Um bom exemplo deste crescimento, verifica-se nas viagens de cruzeiro, que só em 1997 transportaram cerca de 8,5 milhões de passageiros, o que constitui um crescimento anual desde 1980. Os grandes navios de cruzeiro podem acomodar cerca de 3000 passageiros.

A actividade turística tem um forte impacto ambiental, havendo necessidade de regular o sector para minimizar esses impactos, por vezes desastrosos para a fauna marinha.

 

Fonte: Plátano (1)

 

A Água potável

Sem água não existe vida e sendo a água potável um recurso cada vez mais escasso em muitas áreas do Globo, torna-se importante explorar todas as fontes que possam contribuir para minorar este grande problema da humanidade. 

Através da dessalinização é possíver obter água do mar.

Actualmente, milhões de pessoas consomem nas suas casas água potável proveniente do mar, existindo diversos processos para a obter, entre os quais, um muito recente, que funciona por meio de um filtro com uma porosidade muito pequena, que permite reter o sal da água do mar, processo este, que se espera, diminua os avultados investimentos, que ainda são necessários, para obter água potável a partir do mar. 

Estação Dassalinizadora no deserto de Negueve 

 

Fonte: SRD (2)

(1) - Plátano Editora - Geo 10 - Raquel Mota e João Atanásio

(2) - Selecções do Readers Digest - O grande livro dos oceanos